domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Luz de Cristo nos restos de tradições medievais

Catedral de Lichfield
Tradição vem de tradere, que é transmitir. A tradição é a transmissão que vem do passado.

Mas a tradição não é para nós o que é, por exemplo, para o índio. O hábito de usar cocar, aquela coisa toda, no índio é tradição. Para nós tradição não é isso só.

Pela tradição, nós recebemos no fundo da alma um lampejo da Igreja, um luzimento da Luz de Cristo, ou Lumen Christi.

A Igreja é para nós uma espécie de Céu na Terra. Olhando-a e contemplando-a, a gente se sente convidado para entrar numa espécie de Céu da alma nesta Terra.

Tudo quanto é medieval e que estava nessa linha –é a nota tônica da Idade Média – está impregnado dessa luz.

A sociedade medieval, mesmo nos seus aspectos temporais mais infimos, tocando até no prosaico, tinha algo do Céu na Terra.

Mont Saint-MichelPor isso uma ogiva, um vitral, uma torre de castelo, uma batalha, a armadura de um cavaleiro, etc., etc., parecem ter algo de celeste.

A Idade Média expirante deixou, entretanto, veios disso.

Esses veios a Revolução igualitária e sensual foi extenuando e empobrecendo, empobrecendo, empobrecendo, até nossos dias.

Porém, essa cintilação do Céu brilhando na Cristandade é a única influência que pode criar o ambiente plenamente adequado e próprio ao homem, aonde ele se sente aconchegado e elevado.

Esse brilho não é o único alimento para a vida espiritual: há em primeiro lugar os sacramentos.

Mestre pedreiro e aprendiz. Catedral de Chartres, vitral de São SilvestreMas, para viver a vida terrena com espírito de Fé precissamos do alimento desse Lumen Christi que recebemos por obra da graça através da ordem cristã, a Cristandade.

Ele é tão necessário para a alma, que se o homem se desinteressa desse Lumen Christi na ordem temporal para se ocupar só de sua vida espiritual individual, ele se auto-liquida.

A Idade Média foi para nós um exemplo palpável dessa impregnação, dessa presença palpável da Luz de Cristo, ou Lumen Christi, não só na hora de ir à igreja, mas em todos os momentos da existência das pessoas, das famílias, das cidades, das regiões e das nações.

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