domingo, 26 de março de 2017

O sistema universitário medieval:
o oposto do conhecimento fragmentado hodierno

Universidade de Cambridge, Inglaterra, fundada em 1209 pelo rei Henrique II. Hoje é uma das mais prestigiosas do planeta. A Universidade de Bolonha, Itália, criada em 1088, é tida como a mais antiga do mundo
Universidade de Cambridge, Inglaterra, fundada em 1209 pelo rei Henrique II.
Hoje é uma das mais prestigiosas do planeta.
A Universidade de Bolonha, Itália, criada em 1088, é tida como a mais antiga do mundo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A criação das universidades é uma das grandes realizações medievais e foi poderosamente estimulada pelos Papas e pelos Reis.

Especialmente os Papas trabalharam com afinco nessa obra, e grande número de universidades ainda hoje existentes foi fundado por decretos pontifícios.

Independente das polêmicas, a mais antiga é a de Bolonha na Itália instituída em 1088. O Imperador Federico I pela "Constitutio Habita" (lei orgânica da universidade) transformou-a praticamente numa Cidade Estado.

A mais antiga da Inglaterra é a celebérrima Universidade de Cambridge fundada em 1209 pelo rei Henrique II. Mas a primeira que ganhou o nome de "Universidade" foi a de Salamanca, fundada em Espanha em 1218, a mais antiga do país.

As universidades deram à cultura medieval a magnífica unidade que a caracterizou.

O conceito de "universitas" que gerou o termo Universidade é o oposto da atual formação universitária altamente especializada e por isso também altamente fragmentada.

domingo, 19 de março de 2017

A França medieval, a anti-França da Revolução de 1789 e a França do porvir

São Mateus escreve o Evangelho divinamente inspirado, iluminura francesa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Não foi por acaso que S.S. Pio XI afirmou que a França merece ser chamada “Reino de Maria”.

Mas também não é por acaso que os inimigos da Igreja sabem não ser possível descristianizar a Europa sem descristianizar a França.

É esse o sentido profundo da Revolução Francesa cujo mefítico ideário ficou condensado na Declaração dos Direitos Humanos de 1789.

Com pouco relevantes modificações essa Declaração está contida na moderna Convenção de salvaguarda dos Direitos do Homem.

Ela é usada como plataforma ideológica para tentar arrancar Europa até pelas suas raízes da terra fértil e santa da Igreja Católica e da Civilização Cristã, impingindo projetos monstruosos como o do aborto e do casamento homossexual. A Europa cristã está sofrendo as consequências.

Na França, com furor inaudito os sequazes do espírito e das doutrinas da Revolução de 1789, tentaram impedir a difusão da devoção a Nossa Senhora.

A distribuição da Medalha Milagrosa, por exemplo, foi de recente objeto de formidáveis ofensivas visando bloqueá-la.

A França medieval foi a terra por excelência da devoção a Nossa Senhora

Coroação de Nossa Senhora, catedral de Reims
Luis Dufaur
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Todo espaço é pouco para conter o que Deus fez pela Igreja se valendo da alma francesa, isto é a “gesta Dei per francos”.

Mas, há um ponto em que toda comparação é fraca: a França foi por excelência a terra da devoção a Nossa Senhora.

É para Ela que os francos ergueram suas melhores catedrais como as de Chartres ou Paris. Só em Chartres contam-se 179 imagens da Mãe de Deus por dentro e por fora.

Foi na França que Deus fez nascerem os campeões da devoção à Santíssima Virgem.

Santo Odilon, abade de Cluny, em pleno século XI já praticava a devoção a Nossa Senhora que séculos mais tarde um outro francês, São Luis Maria Grignion de Montfort, desenvolveu com perfeição: a escravidão de amor à Santíssima Virgem.

domingo, 12 de março de 2017

Franca, nação eleita por Deus para nela fazer suas maravilhas

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os apóstolos e construtores da França perceberam desde os primórdios que o povo franco estava chamado a uma alta missão.

O Papa São Leão III instituiu o Sacro Império Romano Alemão na pessoa do rei dos francos, Carlos Magno, na festa de Natal do ano 800.

Alcuíno, abade de York,  se desempenhou como um Ministro de Educação e Cultura do império. Ele veio da Inglaterra e descreveu:

“Uma nova Atenas será criada por nós na França.

“Uma Atenas mais bela do que a antiga, enobrecida pelos ensinamentos de Cristo superará a sabedoria da Academia.

“Os antigos só têm as disciplinas de Platão como mestre e eles ainda resplandecem inspirados pelas sete artes liberais.

“Mas, os nossos serão mais do que enriquecidos sete vezes com a plenitude do Espírito Santo e deixarão na sombra toda a dignidade da sabedoria mundana dos antigos”.

A França batizada liderou a marcha ascensional da Civilização Europeia. Se as raízes da Europa são cristãs, é em grande medida por influência da França.

domingo, 5 de março de 2017

A odisséia da I Cruzada, ou a “Gesta Dei per Francos”

Luis Dufaur
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Dom Gilberto (1053‒ 1125), abade beneditino de Nogent-sous-Coucy, compôs a história da I Cruzada (1095-1099) em sete volumes entre os anos 1108 e 1112.

Ele ouvira o sermão do Bem-aventurado Papa Urbano II aos cavaleiros reunidos em Clermont-Ferrand, no coração da França:

“Povo dos Francos, povo de além Alpes, povo – como reluz em muitas de vossas ações ‒ eleito e amado por Deus, distinguido entre todas as nações pela posição de vosso país, pela observância da fé católica e pela honra que presta à Santa Igreja! A vós se dirige nosso discurso e nossa exortação!

“De vós mais do que qualquer outro povo Ela exige ajuda, pois vos tem sido concedida por Deus, por sobre todas as estirpes, a glória das armas.